

A ONG AMIGOS DA BARRA DO RIACHO, acompanhou esta mobilização da comunidade na época e realmente é uma vergonha como as autoridades vedam os olhos e permita que um acesso que ligava a aldeia Pau-Brasil ao Vilarejo de Barra do Riacho a mais de 100 anos, acabe assim simplesmente pra atender o capital econômico, não somos contrários ao desenvolvimento desde que seja sustentável e de boa vizinhança. A verdade é uma só, a ONG AMIGOS DA BARRA DO RIACHO, vêm a ano se manifestando nas construções de dois VIADULTOS, um ao sul de Barra do Riacho junto ao PortoCel, e outro ao noroeste de Barra do Riacho, neste sentido resolveria o antigo problema da comunidade ficar a disposição dos “trens” que fecham nossos acessos trazendo transtornos e um risco de vida em uma emergência tanto em prestação de socorro ou até mesmo em uma evacuação da população em caso de vazamentos químicos da industrias que nos cercam, resolvendo assim também, o problema do acesso centenário. Se não for desta forma, respeitando o direito de nossa comunidade de ir e vir não restará outra forma a não liberar os nossos acessos como foi feito pelos moradores neste decorrente ano com apoio da ONG AMIGOS DA BARRA DO RIACHO, a parti daí reiniciou a preocupação que mais uma vez a comunidade seja atropelada, e não adianta depois falarem que não sabiam dos problemas a ONG AMIGOS DA BARRA DO RIACHO, esta de olho junto com os moradores como também demais entidades.

15/09/2011
Dez mil moradores de Barra do Riacho
reclamam de falta de acesso à ES-010
Cristina Moura
A comunidade de Barra do Riacho, município de Aracruz, está sofrendo com a falta de acessibilidade a um terreno fundamental para a locomoção aos centros urbanos e florestais vizinhos. O local tem 10 mil pessoas prejudicadas. A reivindicação da comunidade é a ligação de Barra do Riacho à rodovia ES-010 pelo bairro Xique-Xique, concedida, por meio de oficio, no dia 9 de julho de 2008, pela Fibria (ex-Aracruz)..
O ofício foi assinado à época por Robson Leite Nascimento, gerente de Relações com a Comunidade. A liberação de acesso, no entanto, seria concedida mediante uma reunião com os envolvidos para a fixação de prazos e responsabilidades, segundo a resposta da empresa. O ofício concluiu enfatizando o compromisso da empresa de colaborar, sempre que possível, “para o desenvolvimento de comunidades vizinhas das áreas florestais e fabris”.
No mês seguinte, depois do acordo firmado entre as partes, a comunidade solicitou a iluminação do acesso ao próprio prefeito de Aracruz, Ademar Devens. O acordo foi firmado entre a prefeitura de Aracruz, CVRD, Aracruz Celulose (Fibria) e Associação Comunitária de Barra do Riacho. A venda de uma determinada área que pertencia à Fibria e atualmente pertence à empresa Nutripetro, gerou um conflito, segundo a associação de moradores. A comunidade está impedida de utilizar com segurança o acesso que já lhe pertencia antes mesmo de a empresa Nutripetro comprar o terreno da Fibria. O acesso está justamente dentro da área que foi vendida.
De acordo com o presidente da associação, Paulo Flávio Machado, a prefeitura não cumpriu o acordo de pavimentar e iluminar o trecho. A prefeitura, segundo ele, chegou a fazer um orçamento, mas não executou. A Nutripetro, porém, comunicou à associação que está finalizando um projeto para construir um trevo no acesso e facilitar o trânsito. “Eles até que demonstraram boa intenção para resolver a situação. Já avisamos que precisamos desse acesso o mais rápido possível”, afirmou Paulo.
Acesso difícil
A discussão começou em setembro de 2007, a partir de um ofício que pediu à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a abertura do acesso. O argumento dos moradores é que a estrada existia antes mesmo da via férrea. Segundo o pedido, há uma empresa de produtos químicos num dos acessos à comunidade que coloca em risco os moradores. O acesso bloqueado impediria uma possível saída de emergência, já que não há hospital no local e o pronto-socorro mais próximo está localizado a 28 km.
Segundo os moradores, o acesso, se concluído, diminuiria o percurso em 3,5 km. Além dos moradores de Barra do Riacho, também utilizam o acesso moradores de aldeias indígenas e outras comunidades vizinhas. Sem resposta e ação por parte da CVRD, a comunidade enviou outro ofício, em fevereiro de 2008. O argumento foi reforçado com a preocupação de que o fluxo de veículos de carga e descarga da Portocel havia aumentado, fazendo crescer, assim, o risco de acidentes, pois os moradores não contam com outro acesso para sair em caso de emergência.
Dois meses depois, em abril, ainda sem resposta, o presidente da Câmara Municipal de Aracruz, vereador Ismael da Rós Auer, enviou um pedido ao secretário municipal de Infraestrutura e Transporte, Ronaldo Vieira Delboni. O documento da Câmara pediu a sinalização da passagem de nível que corta a linha férrea da CVRD, que dá acesso à rodovia ES-010, saindo do bairro Xique-Xique e vice-versa, nas proximidades de Barra do Riacho. Desde 2008, a comunidade espera por uma solução